A Seleção Brasileira deveria contratar um técnico estrangeiro?

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mano Menezes achou o armador e a forma da seleção jogar

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Técnico da seleção vê em Oscar sua solução para a posição de armador e em Marcelo crescimento nas jogadas pelas laterais

Por Caio Caetano
Rio de Janeiro/RJ

Jogadores dançam no gol de Neymar (Foto: Jason Reed/Reuters)
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Duas vitórias bem sólidas, a seleção criticada de Mano Menezes mostrou nessas partidas uma tática bem equilibrada defensivamente e principalmente ofensivamente. O erro da seleção nos jogos anteriores era jogar com três atacantes e não usar as jogadas de lado de campo. Com a entrada de Oscar e Hulk isso parece ter sido resolvido.

Antes da partida contra a Dinamarca, muitos acreditavam até em uma derrota da seleção, já que a Dinamarca tem um time com bons nomes. A entrada de Hulk na vaga de Neymar, que estava no Santos pela Libertadores, melhorou a equipe. Hulk é um jogador forte, parcialmente rápido e tem um chute preciso, além de estar jogando na sua posição preferida, a ponta direita. Oscar dava o tom no meio campo, com bons passes e uma marcação adiantada, trunfo dessa seleção nos dois primeiros jogos. A marcação é com Damião, Oscar, Hulk e Lucas (Neymar no jogo contra os EUA) e um dos volantes, que alternam na marcação adiantada. Essa marcação deu resultado no jogo contra a Dinamarca, já que dois gols saíram desta jogada. Contra os EUA, Damião ficou na cara do goleiro após roubada de bola de Oscar.

Outra peça importante na seleção é o lateral-esquerdo Marcelo, que une velocidade, marcação e bons passes e cruzamentos. No jogo contra a Dinamarca ele não apoiou muito, já que Lucas estava perdido na ponta esquerda. Com a entrada de Neymar, Marcelo subiu de produção e deu um passe e marcou o terceiro gol do Brasil. É claro que a seleção precisa melhorar, Danilo é totalmente inseguro na marcação assim como a zaga brasileira é fraca no jogo aéreo, se não fosse Thiago Silva, a seleção poderia ter tomado gols com a jogada alta americana.

Contra o México, será um bom teste para a seleção, já que o time mexicano vem de vitória sobre País de Gales e é um time agressivo que deve proporcionar muito trabalho a zaga brasileira. Rômulo e Sandro estão muito bem na saída de bola e no combate aos meias adversários, o que é importantíssimo já que a seleção precisa de uma boa saída de bola para que Oscar tenha espaço para enfiar bolas precisas, como fez nessas duas partidas. Oscar no momento é insubstituível, assim como Neymar e Marcelo. Hulk fez uma grande partida contra Dinamarca e uma boa partida contra os EUA e não seria justo ele perder a vaga para Lucas no momento que vive.

O verdadeiro teste será contra a seleção argentina, Messi servirá como um bom teste para os volantes e zagueiros do Brasil. Caso a seleção continue com a marcação avançada, o Brasil pode vencer o jogo facilmente, já que a defesa argentina não é das melhores. Esperaremos mais duas partidas, para tirarmos as conclusões finais desses amistosos e relatar como a seleção chega para os Jogos Olímpicos de Londres, que ocorre em Julho.

Melhores Momentos do jogo contra os Estados Unidos:






Wanderlei Silva e Rich Franklin no Brasil

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Dana White confirmou o americano como substituto de Vitor Belfort na luta principal do UFC Brasil. Esse duelo marcará a revanche entre os dois lutadores depois de três anos

Por Raphael Saavedra
Rio de Janeiro/RJ

Wanderlei e Franklin se encontrarão pela segunda vez
No início dessa semana, os fãs de MMA foram surpreendidos com a notícia de que Vitor Belfort estava fora do tão esperado combate contra Wanderlei Silva, já que quebrou a mão em um treino. Logo depois, começaram as especulações sobre quem iria entrar em seu lugar. Cogitou-se a retirada de Wanderlei do card, para esperar a volta de seu adversário original. Porém, Wand não quis esperar e irá lutar no próximo mês.

Rich Franklin estava originalmente escalado para enfrentar Cung Le no UFC 148. Aliás, Le foi o último adversário de Wand, que conseguiu vencer por nocaute técnico no segundo round, em uma de suas melhores exibições dentro do octógono. O americano não luta desde fevereiro do último ano, quando foi derrotado por Forrest Griffin por decisão, na edição 126 do evento. Uma lesão no ombro o tirou de combate por todo esse tempo.

A luta marcará a revanche entre os dois. O primeiro combate foi realizado em 2009, no UFC 99, e terminou em uma decisão muito contestada pelo brasileiro, que deu a vitória para Franklin. A luta acabou sendo considerada uma das melhores do ano, principalmente devido a garra dos lutadores.

Esse combate parece ser mais justo dentro da organização, já que Wanderlei e Rich não vêm em uma grande fase, enquanto Belfort conquistou duas vitórias consecutivas e se firmou novamente como aspirante ao título da categoria. O vencedor desse confronto terá melhores credenciais para enfrentar o Fenômeno em um futuro próximo. Vencer o americano dará mais confiança e credibilidade para Wand alçar voos maiores nos médios do Ultimate.

A mudança na luta principal tira o pouco de brilho que restava do card do evento. Até o momento, a organização não se mexeu para melhorar a qualidade das lutas. Torcemos para que as finais do TUF Brasil sejam empolgantes e os duelos confirmados, interessantes. Caso contrário, poderemos ter uma grande decepção na chegada do Ultimate em Belo Horizonte.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

EURO 2012: Chegou a hora da Alemanha cumprir as expectativas

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Melhor seleção do mundo no pós-Copa, Alemanha precisa deixar de ficar apenas nos elogios e fazer jus às expectativas. Está na hora de levantar uma taça, que não vem desde 1996.

Victor Mendes 
Duque de Caxias/RJ
Créditos das imagens: Portal Alemanha e AP Photos
 
Nos últimos três torneios de relevância, a Alemanha chegou, em todos, pelo menos nas semifinais. Na Copas de 2006 e 2010 foi freada, respectivamente, por Itália e Espanha, que viria a ser sua pedra no sapato também na Eurocopa de 2008, quando a Fúria tornou-se campeã em cima dos germânicos. Na África do Sul, a seleção treinada por Joaquim Löw chegou desacreditada pelo fato de ter perdido bastante jogadores por lesão, sobretudo Ballack, capitão e referência. Contudo, a experiência da maioria dos jogadores ausentes deu lugar à juventude e à ousadia. O resultado foi o excelente desempenho dentro de campo. Apesar de não ter sido campeã, a Alemanha saiu do continente africano com a sensação que aquele grupo já estava mais do que preparado para as próximas competições.

E, dessa forma, os alemães chegam à Eurocopa 2012. Possuindo um grupo jovem, técnico, habilidoso e fatal chegou a hora da seleção tri-campeã mundial fazer jus às expectativas: chegou a hora de levantar a taça. Um novo fracasso, dessa vez, será relativizado e visto de uma maneira diferente. Os 16 anos desde a última conquista, na Euro de 1996, já se aproximam do maior período de jejum desde o primeiro título, o da Copa do Mundo de 1954 (18 anos até a Euro 72). Sem praticamente nenhuma mudança no onze inicial que esmagou Inglaterra e Argentina há dois anos, os germânicos terão três difíceis adversários pela frente: Holanda, Portugal e Dinamarca. Os holandeses, rival na segunda rodada e na disputa pelo primeiro lugar, já sentiram na pele o poderio dessa equipe. Em setembro passado, em Dortmund, Müller, Klose e Özil garantiram a vitória por 3x0 dos donos da casa. Foi um passeio.

O trabalho de reformulação tão discutido na seleção brasileira foi feito com perfeição na Alemanha. O exemplo germânico está aí para ser seguido. Quando os garotos da Alemanha foram donos de uma inesquecível Eurocopa Sub-21 em 2009, chegando a esmagar a Inglaterra por 4x0 na final, ensaiavam uma inesquecível Copa com a seleção principal no ano seguinte. Neuer, Jerome Boateng, Khedira e Özil, titulares na África do Sul, arrebentaram no torneio. Höwedes e Hummels, presentes na lista dos 23, também fizeram parte do elenco campeão. Um ano depois, em solo africano, os garotos não sentiram o peso de uma Copa do Mundo. A seleção de 2010 foi a mais jovem em 76 anos a representar a Alemanha em um Mundial. 

A força motriz dessa equipe está concentrada no meio-campo. Com Schweinsteiger e Khedira na volância e Özil, Müller e Podolski mais à frente na linha de três, a criação de jogadas são múltiplas. Os volantes, principalmente o craque do Bayern de Munich, são essencial no esquema de jogo de Löw, pois aparecem sempre nas jogadas ofensivas, não se limitando somente à marcação. No gol, um paredão. Neuer terminou mais uma vez uma temporada em alta e transborda bastante segurança. Protegendo sua meta, uma zaga sólida: Badstuber deixa a desejar tecnicamente, mas seu companheiro Hummels foi dono de uma excelente temporada com o bi-campeão alemão Borussia Dortmund. A dúvida fica quanto a lateral. Polivalente, Lahm é títular absoluto, enquanto Boateng e Schmelzer disputam a outra vaga. Nos últimos jogos, Löw tem utilizado mais o lateral do Borussia, com o capitão Lahm na direita. Se Boateng for titular, é provável que o lateral do Bayern seja utilizado na esquerda. No ataque, o homem-gol: Klose. Sedento por ir às redes, Miroslav se adaptou bem à Lazio e fez uma temporada positiva. Com a seleção, nunca deixou a desejar.

As opções no banco de reservas também são interessantes. Nomes como Götze, melhor jogador da Bundesliga 2010/2011, Reus, melhor jogador da Bundesliga 2011/2012, Kroos, Gündogan, Schürrle e Mário Gómez, super artilheiro do Bayern de Munich na temporada, aparecem como alternativas aos titulares. São eles que, por ora, garantem uma futura geração alemã para uma próxima Eurocopa. 

O desempenho e o estilo de jogo são foram do comum. A Alemanha se propõe a ser sempre agressivo e, com a qualidade técnica de seus jogadores, jogar em altíssima velocidade e com grande precisão. Dentre as principais seleções do mundo, nenhuma tem um contra-ataque tão feroz como a dos germânicos. Se, por exemplo, a Espanha impõe pressão psicológica, tocando sem parar, a Alemanha impõe pressão física, praticamente atropelando os adversários. Com a bola, toca rápido, chega em velocidade pelos flancos do campo ou pela faixa central. Sem ela, marca forte, com os três meio-campistas ofensivos sendo importante nessa marcação.

Destaque - Bastian Schweinsteiger. Um dos melhores volante do mundo, Schweinsteiger é essencial no esquema de jogo de Joaquim Löw. Ele talvez seja o único jogador do elenco sem ter um substituto à altura. Prova disso é o fato de, ausente nos últimos dois amistosos da seleção, contra França e Suiça, a Alemanha ter perdido. Schwein arma, desarma, toca, chuta, dribla, pedala. É o dono da Alemanha. Se joga bem, o jogo flui. Se tiver mal, a equipe sofre. Sua importância se refletiu também no Bayern de Munich. Quando o volante se lesionou e teve que ficar um período de fora, os bávaros sofreram uma sequência de revés e deixaram o Borussia Dortmund pegar a liderança e ser campeão. Aos 27 anos, Schweinsteiger é querido pela torcida, tem a confiança de Löw e quer esquecer a perda da Champions League, onde desperdiçou um pênalti (decisivo, diga-se de passagem) nas cobranças.

Os convocados:

Goleiros: Manuel Neuer (Bayern), Tim Wiese (Werder Bremen), Ron-Robert Zieler (Hannover 96);
Defensores
: Jerome Boateng (Bayern), Holger Badstuber (Bayern), Philipp Lahm (Bayern), Per Mertesacker (Arsenal/ING), Mats Hummels (Borussia Dortmund), Benedikt Höwedes (Schalke 04), Marcel Schmelzer (Borussia Dortmund); 
Meio-campistas: Mesut Özil (Real Madrid/ESP), Sami Khedira (Real Madrid/ESP), Toni Kroos (Bayern), Thomas Müller (Bayern), Bastian Schweinsteiger (Bayern), Marco Reus (Borussia Mönchengladbach), Mario Götze (Borussia Dortmund), Ilkay Gündogan (Borussia Dortmund), Lars Bender (Bayer Leverkusen), Andre Schürrle (Bayer Leverkusen), Lukas Podolski (Colônia);
Atacantes
: Mario Gomez (Bayern), Miroslav Klose (Lazio/ITA).

NBA 2K13 tem data para lançamento em Outubro

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Nessa quarta-feira a 2K Sports anunciou que NBA 2K13 já tem data de lançamento

Belo Horizonte - MG

O tão esperado game de basquete NBA 2K13 já tem uma data oficial de lançamento, e será dia 2 de outubro na América do Norte para os consoles PSP, PS3, Xbox 360, PC e Wii. Mas o mais interessante disso tudo é que uma versão para o Wii U também está confirmada e será lançada juntamente com o tão aguardado console da Nintendo.


Aqueles que fizerem a pré-compra do jogo para o 360 ou PS3, receberão uma DLC "NBA All-Stars" da Sprite.

Botafogo deixa previsibilidade de lado e mostra futebol rápido e envolvente

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Com duas vitórias no Brasileirão, Fogão é líder e mostra futebol muito superior ao demonstrado no Campeonato Carioca.

Por Caio Caetano
Rio de Janeiro/RJ

Herrera está vivendo uma grande fase no Botafogo

Botafogo é o líder do Brasileirão com duas vitórias em duas partidas disputadas. Está muito cedo para falar em liderança? Sim, mas o Botafogo vem mostrando um futebol coletivo e rápido que surpreende qualquer amante deste esporte.

Oswaldo de Oliveira tinha essa mesma tática e time desde o Cariocão, mas não deu certo. O crescimento do time coincidiu com a saída de Loco Abreu da equipe, isso pode ser levada em conta. Com o uruguaio no time, o Botafogo jogava em função dele, levantando muitas bolas na área. Não quero dizer que esta tática era ruim e dava errado, contra o Vasco deu certo, mas era previsível. Com a entrada de Herrera a equipe mostra mais rapidez e não cruza mais bolas na área com a frequência que cruzava quando tinha Loco Abreu, porém, não foi a entrada de Herrera que mudou a equipe. A tática de Oswaldo sempre foi a mesma desde que chegou ao alvinegro: 4-2-3-1, com um meio-campo com Marcelo Mattos, Renato, Maicossuel, Fellype Gabriel e Elkesson.

A qualidade de Renato na saída de bola é essencial para a equipe, a bola quando passa pelos seus pés chega com condições ideais para os homens da frente. Elkesson é um jogador irregular e muito emocional, muitas vezes esse psicológico fraco atrapalha um jogador de bom potencial. Vítor Jr chegou ao time e mudou a cara da equipe, é um jogador de extrema velocidade, técnica e precisão nos passes. Superior ao Elkesson, tanto que ganhou a vaga dele. É um jogador que usa a rapidez para dar o tom para o meio do Botafogo, ao lado de Maicossuel, Fellype Gabriel e Renato formam um grande meio-campo, um dos melhores do Brasil. Esse esquema favoreceu até ao lateral-direito Lucas, que antes tinha dificuldade na marcação já que Elkesson não acompanhava o lateral-esquerdo adversário, já com Vítor ele tem, além de segurança, liberdade para atacar, como fez contra o Coritiba marcando dois gols que deram a vitória ao time carioca no Couto Pereira, casa do Coxa.

Como time que está ganhando não se meche não se pode botar o Loco Abreu no lugar de Herrera ou no lugar de qualquer outro jogador. O Botafogo ganhou com a saída de Loco, não que Abreu atrapalhasse a equipe, mas o time do Botafogo fica melhor com essa tática.

Além desse esquema, o Fogão tem mostrado personalidade. Mostrou isso contra o São Paulo, após está perdendo a partida, mostrou também contra o Coritiba em um jogo dificílimo fora de casa. O time tem potencial para brigar pelo título, apesar de ter uma zaga insegura, para espantar o lema de “amarelão”, a equipe vai ter de mostrar personalidade até o fim do campeonato e a torcida tem que ir ao estádio apoiar e não vaiar.










Euro 2012: Portugal deposita suas esperanças em Cristiano Ronaldo

Compartilhar Portugal chega à Eurocopa na sombra de Alemanha e Portugal, rivais da fase de grupos, e precisa contar com um Cristiano Ronaldo mágico para sonhar em avançar de fase

Victor Mendes 
Duque de Caxias/RJ
Créditos das imagens: RFP e Getty Images



Em 2004, Portugal ficou no quase. Sede da Eurocopa daquele ano, os lusos deixaram para trás nomes como Espanha, Inglaterra e Holanda. A pedra no sapato foi a Grécia, que bateu a equipe treinada por Luis Felipe Scolari duas vezes na competição, incluindo uma na final, no Estádio da Luz, em Lisboa. Aquela geração, que contava com Deco, Figo, Maniche e um jovem Cristiano Ronaldo, chegou a fazer boa campanha também na Copa do Mundo de 2006, quando caiu para a França nas semifinais e terminou em quarto lugar. Sem muita tradição em torneios de alto nível, o "fracasso" ficou em segundo plano. 

Hoje, após cair nas oitavas-de-finais da Copa do Mundo de 2010 e chegar à fase final da Euro após passar dos play-offs, os gajos chegam, novamente, à principal competição de seleções da Europa como carta fora do baralho. A esperança do povo português está depositada toda em Cristiano Ronaldo, segundo melhor jogador do mundo e dono do protagonismo do Real Madrid no título espanhol merengue. Entretanto, em cenário semelhante ao de seu rival Messi, o capitão da seleção não consegue atuar em alto nível pela equipe. Acima de tudo, a presença goleadora do craque será fundamental. CR7 anotou surreais 60 gols na temporada 2011/2012, só sendo batido pelos 73 de Messi. 

O saldo de Ronaldo após a Copa do Mundo tem sido positivo, até o momento. No jogo decisivo contra a Bósnia, ele anotou dois gols. A troca de comando durante as eliminatórias - Carlos Queiroz deu lugar a Paulo Bento - foi crucial para o crescimento de seu desempenho. Acostumado a jogar isolado no ataque à época de Queiroz, o dono da camisa sete se sente mais à vontade com Paulo Bento. O novo treinador coloca Ronaldo para atuar na posição onde ele mais gosta: à esquerda do ataque, como no Real Madrid.

A chegada de Paulo Bento serviu não só para facilitar uma nova postura de Ronaldo como dos outros jogadores. Adepto do 4-3-3, conta com nomes de respeito na equipe titular. Na zaga, Pepe irá precisar repetir as boas atuações que teve com o Real Madrid no último ano. O brasileiro naturalizado português certamente terá a companhia de João Pereira na zaga. Bruno Alves, pela direita, e Fábio Coentrão, pela esquerda, deverão ser os laterais.

Uma característica principal que Bento adaptou a Portugal é um meio-campo mais combatente. Com João Moutinho, Miguel Veloso e Raúl Meireles, a seleção perde em passe, mas ganha em intensidade e força. E isso é fundamental para parar seleções como Holanda e Alemanha, que serão suas rivais na fase de grupo. A aposta no contra-ataque é nítida. Na frente, a preocupação fica por conta da ausência de um centroavante de ofício. A dificuldade do país em produzir goleadores natos sempre foi notória. Atualmente, Hugo Almeida e Hélder Postiga não são exatamente nomes que assustam os adversários. Por isso, Portugal será obrigado a contar com a velocidade de Nani e Cristiano Ronaldo pelos flancos e, sobretudo, os gols de seu capitão para poder sonhar, quem sabe, com o avanço às quartas-de-finais.

Destaque - Campeão espanhol, Cristiano Ronaldo chega com moral. Marrento. Polêmico. Craque. Estes são alguns dos adjetivos que são atribuídos diariamente ao gajo. Filho ilustre da Ilha da Madeira, teve o nome dado por sua mãe Dolores em homenagem ao então presidente dos EUA, Ronald Reagan. Com pouca idade, perdeu seu pai, Dinis Aveiro, e cresceu muito ligado aos seus irmãos Hugo, Cátia e Elma. Uma infância de muitas dificuldades, mas repleta de sonhos. Seu brilho ninguém tira. Cristiano Ronaldo é a fantasia objetiva.

Coadjuvante em 2004, CR7 chega em seu melhor momento na carreira para a competição de 2012. Em 2008, contudo, também vinha de uma temporada espetacular, conquistando Premier League e Champions League com o Manchester United, mas foi decepção. Nas últimas duas temporadas na capital espanhola, anotou 113 gols. A média em três anos na Espanha é superior a um gol por partida. 

Teve gols de tudo que é forma. Para trás, nada mais nada menos que Púskas, Zarra e Ronaldo Fenômeno. A história foi escrita. Podem chamá-lo de tudo: prepotente, marrento, arrogante, chato. Porém, o garoto da Madeira driblou, literalmente, todas as batalhas da vida e já escreveu seu nome na galeria dos grandes craques da história do futebol. Queiram ou não. Mas, como todo craque de seu nível, precisa mostrar serviço atuando por sua seleção. E a Euro 2012 é a grande chance. Se, pelo menos, tiver atuações do nível que estamos acostumados a assistir no Real Madrid na fase de grupos e fazer Portugal chegar às quartas, avança no conceito. A fé do povo em Ronaldo é grande.

Os convocados:

Goleiros: Rui Patrício (Sporting), Eduardo (Benfica), Beto (Cluj/ROM); 
Defensores: Bruno Alves (Zenit/RUS), Fábio Coentrão (Real Madrid/ESP), João Pereira (Sporting), Pepe (Real Madrid/ESP), Ricardo Costa (Valencia/ESP), Rolando (Porto), Miguel Lopes (Braga); 
Meio-campistas: Hugo Viana (Braga), João Moutinho (Porto), Custódio (Braga), Miguel Veloso (Genoa/ITA), Raul Meireles (Chelsea/ING); Ruben Micael (Zaragoza/ESP); 
Atacantes: Cristiano Ronaldo (Real Madrid/ESP), Hugo Almeida (Besiktas/TUR), Hélder Postiga (Zaragoza/ESP), Nani (Manchester United/ING), Nelson Oliveira (Benfica), Ricardo Quaresma (Besiktas/TUR), Silvestre Varela (Porto).

EURO 2012: Com trocas cirúrgicas, Holanda é favorita ao título

Compartilhar Treinador Bert van Marwijk soube encontrar peças de reposição e além de ser uma equipe difícil de ser bater, agora têm muitos jovens.


Cleyton Santos
São Paulo-SP

GRUPO B



A Holanda sempre é aquele time que todos olham com imenso carinho, por conta de atuações históricas de grandes jogadores que usaram a camisa laranja. Nomes como Cruyff, Neeskens, Ressenbrink, Ruud Gullit, Marco van Basten e até a algum tempo atrás, Jaap Stam, Clarence Seedorf, Dennis Bergkamp e Edwin van der Sar. 


Mas em troca de ser tornar uma seleção que vive de passado, como a Hungria de Puskas, Kubala e Kocsis, que teriam vergonha de ver as atuações da sua Seleção, a Holanda soube se renovar e com isso, montar grandes equipes.


Esse trabalho holandês de rejuvenescimento do futebol holandês, começou quando a equipe ficou fora da Copa de 2002 e foi confirmada na Euro2004, e a partir de 2005, a equipe holandesa vem conquistando diversos resultados. Prova clara de todo esse processo é a seleção que irá disputar a Eurocopa desse ano.


O treinador Bert van Marwijk sabia que teria problemas para remontar a equipe após a Copa do Mundo da África do Sul. Jogadores como van Bronckhorst iriam se aposentar, enquanto outros como o promissor Eljero Elia e Thomas Braafheld, simplesmente sumiram de seu "radar". Com isso, van Marwijk retornou seus olhos para a Holanda, pois foram raras as vezes que ele trazia um jogador jovem para compôr a seleção. Afellay é um caso raríssimo disso, antes de 2010.


Mas uma boa geração holandesa está chegando e van Marwijk não teve o menor pudor de convocar jovens como Kevin Strootman e Jetro Willems, que atuam no PSV, além de Luuk De Jong, destaque no Twente e Luciano Narsingh, atacante do Heerenveen, maior surpresa de toda a convocação.


Além disso, a Holanda manteve boa parte de seu elenco da última Copa do Mundo. Dos 23 convocados, 15 estiveram na África do Sul. Todos os chamados "titulares" para van Marwijk pisaram em gramados sul-africanos naquele inverno de 2010. Some-se a eles o retorno de Wilfred Bouma, que não foi a Copa por conta de diversas lesões durante 2009 e 2010, mas que estaria no grupo para a Copa.

A Holanda soube mesclar experiência com juventude, têm um time titular experiente, e um banco de reservas com jogadores jovens dispostos a buscar espaço em uma camisa com tamanha história no cenário mundial. Até por isso, e somado a ele o desempenho da Copa do Mundo e sua campanha nas eliminatórias, aonde apenas perdeu para a Suécia, na última rodada, dá pra se dizer que é uma das principais candidatas ao título europeu.


As expectativas de sua torcida são enormes para que o título de 1988 se repita, e o time faz por merecer todo esse apoio.



DESTAQUE: Ao contrário do que a maioria está pensando que irei destacar (Sneijder, van der Vaart, Robben...), prefiro destacar um jogador que, se ele não tivesse ido tão bem na última Copa, muito provavelmente, o gol holandês ainda estaria clamando por Edwin van der Sar. Maarten Stekelenburg assumiu o gol holandês após a aposentadoria do "Holandês Voador", havia uma enorme dúvida se ele tinha capacidade de assumir de vez o gol holandês.

O grande teste para Stekelenburg foi a Copa de 2010, e com atuações seguras, impressionando até mesmo os próprios torcedores do clube onde ele atuava, o Ajax, que viam um goleiro promissor, mas certas vezes, estabanado.


As atuações contra Brasil e Uruguai foram dignas de elogios. Salvou quando necessitaram dele e com isso, ajudou a Holanda a chegar a decisão. Na decisão, é bem da verdade, não foi tão exigido, se comparado com o rival Casillas, e pelo menos, na Copa do Mundo, não houve aquele gol que podemos chamar de frango vindo dele.


Após a Copa, Stekelenburg saiu como um dos mais elogiados, e conseguiu uma transferência para a Roma aonde não se adaptou com o clube italiano. Sua fase é irregular no clube, mesmo com o preceito de que ele teve uma grave lesão na primeira parte da temporada, deixando a Roma a mercê de Lobont.


Maarten Stekelenburg pode não ser aquele goleiro que se supera a cada jogo que passa (um Petr Cech, por exemplo), mas é um goleiro que faz um bom trabalho debaixo das traves. Disso não há o que se discutir.



Os convocados:

Goleiros:
Maarten Stekelemburg (Roma) e Michel Vorm (Swansea) e Tim Krul (Newcastle);

Defensores:
Khalid Boulahrouz (Stuttgart), Wilfred Bouma (PSV Eindhoven), John Heitinga (Everton), Joris Mathijsen (Málaga), Ron Vlaar (Feyenoord), Gregory van der Wiel (Ajax) e Jetro Willems (PSV Eindhoven);

Meias:
Mark van Bommel (PSV Eindhoven), Nigel de Jong (Manchester City), Stijn Schaars (Sporting), Wesley Sneijder (Internazionale), Kevin Strootman (PSV Eindhoven), Rafael van der Vaart (Tottenham);

Atacantes:
Ibrahim Affelay (Barcelona), Klaas-Jan Huntelaar (Schalke 04), Luuk de Jong (Twente), Dirk Kuyt (Liverpool), Luciano Narsingh (Heerenveen), Robin van Persie (Arsenal) e Arjen Robben (Bayern Munique).

terça-feira, 29 de maio de 2012

Top 10 da Euro 2000

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Engana-se quem pensa que a Eurocopa apenas se joga, é um torneio que se vive! Não só pelos atletas profissionais envolvidos na disputa, mas também por quem cobre e quem assiste.

Eduardo Madeira Junior
Lauro Müller/SC
Futebol Europeu Online

Para dar uma incrementada na série “Contos da Euro”, alguns jornalistas e amigos foram convidados para falar um pouco de suas experiências em Eurocopas, sejam elas vividas in loco ou daqui do Brasil mesmo.

O convidado desta semana é Dassler Marques, repórter do Portal Terra e editor do site Olheiros, especializado na cobertura do futebol de base. Dassler contará nos próximos parágrafos a história da Euro 2000, torneio que ficou marcado em sua vida.

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Por: Dassler Marques


 #1 – Les Bleus


A Euro 2000 foi a consagração da França de
Deschamps (Getty Images)
A consagração definitiva para a França de Zinedine Zidane. Semifinalista da Euro 96, caiu nos pênaltis para a República Tcheca, mas foi campeã mundial em 1998 contra o Brasil e voltou à fase final da Euro 2000, nos Países Baixos. A decisão, uma das mais emocionantes da história do torneio, foi à segunda consecutiva a ser resolvida no hoje extinto gol de ouro. A morte súbita, como também ficou conhecida, foi abolida de vez em 2004, após a Euro realizada em Portugal.

#2 - Lemerre vs Zoff

A França chegou a Euro com trajetória ascendente e toda a base campeã mundial, mas com Petit e Karembeu agora reservas. O treinador era Roger Lemerre, auxiliar técnico de Aimé Jacquet em 1998. A Itália não vinha entre as favoritas, mas empilhou quatro vitórias e despachou a anfitriã e sensação Holanda, nos pênaltis, na semifinal. O treinador era Dino Zoff, que a exemplo de Lemerre, não tinha – e também não faria – carreira sólida.

#3 - Opções para Lemerre

A França em seu 4-2-3-1 indefectível que girava em torno de Zidane. Dugarry e Djorkaeff, abertos, ofereciam posse de bola demais e velocidade de menos, o que era a missão de Henry, mais experiente que em 98 e titular na função de 9. Mas os franceses, também do fantástico quinteto defensivo Barthez-Thuram-Blanc-Desailly-Lizarazu, venceriam principalmente graças ao banco de reservas.

#4 - A Itália de Zoff

Dino Zoff assumiu após a eliminação na Copa de 1998 – para a França – com a missão de formar um time menos defensivo. Jogava com três zagueiros, alas que não avançavam, dois volantes e Fiore, meia pouco criativo e trabalhador. Mas soltou a equipe durante a final com Del Piero para um dueto raro com Totti junto de Delvecchio. Era a Squadra Azzurra entre o 3-4-1-2 e o 3-4-2-1, que poderia ser campeã se Del Piero, em jornada infeliz, tivesse feito uma das duas chances nítidas de gol que teve na etapa final

#5 - Concorrência antiga

Disputa antiga entre Zidane e Cannavaro
A rivalidade entre as duas finalistas estava ainda mais forte após o chatíssimo confronto das quartas de final da Copa de 98 – 0 a 0 e com vitória francesa nos pênaltis após erro do romanista Di Biagio. Seis anos depois, em Berlim, se reencontrariam para a Azzurra se livrar de vez do estigma das penalidades, fatais em 94 e 98. A França era um inimigo ainda mais íntimo porque, dos titulares, só Barthez e Lizarazu não atuavam ou já haviam atuado no Calcio. Zidane e Deschamps papavam títulos com a Juventus.

#6 - Italianos pragmáticos

O domínio do jogo foi quase todo francês, mas quando poderia ter sido da Itália em uma final dessa natureza? Difícil. Mas bem armada e com saídas fortes de Maldini por fora e Albertini por dentro, se encorpavam com Francesco Totti no auge. É ele que, com lindo calcanhar, inicia a jogada do gol de Delvecchio, servido por cruzamento do dedicado e juventino Pessotto. 1 a 0. Uma decisão com cenário que os italianos adoram.

#7 - Mexidas decisivas

Lemerre aciona o banco. Primeiro Wiltord (saiu Dugarry) para um jogo mais incisivo pela ponta esquerda. Depois Trezeguet (saiu Djorkaeff), melhor na bola alta, o que traz Henry para a ponta. Depois, no desespero, Robert Pirès (saiu Lizarazu) na lateral esquerda para ter mais força pelos lados. Aos 48min do segundo tempo, o lance capital: chutão ao alto, Trezeguet escora e a bola passa por cima do baixo Cannavaro. Wiltord, gelado, bate seco, marca e exige a prorrogação. Fosse Nesta ou Iuliano naquela bola, era quase certo que a Itália levaria vantagem.

#8 - Italianos aos cacos no tempo extra

A prorrogação foi um martírio para os italianos extenuados. Sem seus centroavantes – Vieri cortado antes e Inzaghi que se lesionou durante a Euro -, sem seus goleiros – Peruzzi, cortado como em 98, e Buffon, também machucado – mas ainda assim com Francesco Toldo, o melhor goleiro da Euro 2000. Com Maldini, Cannavaro e Albertini no sacrifício. Por uma bola no gol de ouro. Mas que é de Trezeguet.

#9 - David Trezeguet

O gol do título se inicia com os italianos em tentativa frustrada de se livrar da bola, que cai para Robert Pires. Ele arranca, deixa Cannavaro no chão e dá a Trezeguet, com 22 anos, a chance de marcar para dar a Euro aos franceses. A vendetta italiana viria na Copa do Mundo de 2006. Trezeguet foi o único a errar na disputa por pênaltis que a Azzurra venceu por 5 a 3 para ser tetra.

#10 - Zinedine Zidane

O top 10 acaba com, claro, Zinedine Zidane. Herói do primeiro título mundial dos Bleus, ele jogara demais contra a Espanha, nas quartas de final, e matou Portugal de Figo com o gol de ouro na semifinal. Sua classe, domínio de bola e ocupação de espaços aos 27 anos, no auge, são o retrato da perfeição de um dos maiores gênios da bola.

Zidane igualou o feito de Platini e conquistou a Euro (Getty Images)

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